KILI

KILIKilmessë Tinúviel (significa algo como “seu próprio nome é a Noite Tempestuosa”), ou simplesmente Kili como ela gosta de ser chamada, é uma elfa da lua natural da Floresta de Cormanthor e recebeu este nome por ter vindo ao mundo durante uma noite tempestuosa. Sua mãe diz que não foi ela que veio com a tempestade, mas que sua filha que a trouxera.

Ela é filha de Völuspá, uma grande vidente durante sua juventude na sua cidade natal Myth Drannor, e do grande Elemmakil, o Capitão da Guarda e Protetor do Portão Exterior de Árvores Emaranhadas.

Desde nova Kili sempre gostou de escalar árvores, de nadar em cachoeiras e de correr pela floresta de Cormanthor. Seu pai, um exímio arqueiro, ensinou bem Kili a como usar um arco. Nas competições durante os festivais élficos Kili sempre superava seus adversários, mesmo elfos mais velhos. Um verdadeiro “Mozart” do arco. Aliás, por ser tão habilidosa com o arco, despertou inveja de outros garotos elfos de sua idade e sempre se metia em brigas com eles.

Conforme a idade avançou, algumas das brigas se tornaram mais sérias. Certo dia quando passeava pela floresta avistou um garoto próximo à margem de um rio, curiosa como sempre, Kili foi investigar. Ela se aproximou sorrateiramente e subiu em uma árvore, ficando na ponta de um galho justamente em cima dele. Foi aí que ela viu o que acontecia, o garoto tinha acabado de por fogo em uma ninhada de nove gatos élficos. Kili pôde sentir o cheiro. Neste momento ela ficou tão nervosa com a covardia cometida pela garoto élfico que pulou de cima da árvore, direto com os pés sobre as costas dele. Nisto, ele já caiu desacordado, mas Kili não satisfeita pegou seu arco e começou a bater na rosto do menino até que seu arco estivesse quebrado e manchado de sangue. Resultado: o garoto ficou 1 mês de coma, quebrou a coluna e teve seu rosto desfigurado. Até hoje ele tem cicatrizes e não consegue andar sem apoio.

O que Kili não percebeu no momento, foi que este garoto era na verdade o príncipe Poldorë, filho do último rei de Cormanthor. Depois disso a situação se complicou muito, principalmente porque seu pai Elemmakil era o capitão da guarda. Sua família perdeu títulos e foram obrigados a se desculpar publicamente. Para os padrões de uma tradicional família élfica foi uma humilhação terrível, tão grande que pai e filha até hoje não voltaram a conversar.

Depois deste incidente, não demorou muito para Kili resolver fugir de casa. Levando apenas algumas provisões, uma pequena espada, seu arco e algumas flechas. A mãe de Kili descobriu suas intenções, mas não a impediu de abandonar seu lar. Kili entendeu neste momento que sua mãe, a poderosa vidente Völuspá, já havia previsto tal acontecimento.

Kili andou seu rumo por vários meses em Cormanthor, onde conheceu cada canto e perigo da floresta. Porém, estava sempre fugindo dos patrulheiros élficos comandados por seu pai,  que saíam em sua busca na tentativa de reencontrá-la. Até que um dia ela decidiu deixar a floresta para conhecer novas paisagens e seguiu em direção ao noroeste rumo às grandes Montanhas da Boca do Deserto. Kili queria ver Cormanthor “de cima”. Não demorou muito ela percebeu estar em um ambiente bastante hostil e mais de uma vez teve confrontos com grupos de goblinóides.

Durante uma de sua caçadas, Kili rastreou um destes grupos e os seguiu para descobrir onde era o covil deles. Foi exatamente neste trajeto que Kili encontrou Okoy, dos Bandeiras Negras.

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